Esses dias fiz uma pesquisa com estudantes de ensino médio, numa escola pública do interior. Duas perguntas:
– Quais te parecem ser os piores problemas do mundo?
– Que soluções tu propõe pra isso?
Esses dias fiz uma pesquisa com estudantes de ensino médio, numa escola pública do interior. Duas perguntas:
– Quais te parecem ser os piores problemas do mundo?
– Que soluções tu propõe pra isso?
A palavra é jogo
Um livro de anotações sobre uma palavra, sobre cada vez que escuto uma determinada palavra, aí eu comento o contexto, falo sobre quem a pronunciou, viajo um pouco sobre como a palavra ecoou no momento. É um modo de eu me distrair da rotina, aproveitando a rotina. Um modo de ver conexões, por um viés tão bom quanto qualquer outro, isso que eu pensei.
E que palavra poderia ser? Como escolher a palavra?
Diz que a santa protetora dos leitores é a Catarina de Alexandria. Uma leitora, uma tradutora, a Catarina, naqueles anos de imperialismo romano na África, em Alexandria, onde tinha uma famosa biblioteca.
Esse livro do Marcelo Martins Silva, O que carrego no ventre, foi reeditado em 2024 pela editora Coragem, que bom.
Achei na livraria, fui folheando, assim no ônibus, que é também um ventre, né, o ônibus. Fui lendo, aos trancos e solavancos, e imaginei que eu estava lendo o livro do jeito que ele havia sido escrito, aproveitando o tempo que temos, entre uma parada e outra. Melhor:
É mais difícil entender por que alguém se torna leitor do que responder por que alguém se torna escritor. O escritor pelo menos a gente pode se apoiar na ideia de que ele virou isso porque gostava muito de ler, queria se envolver mais com a literatura e, diante da alternativa quixoteana (virar personagem), achou mais razoável se meter a escrever pra aliviar a comichão.