Vim mostrar minhas notas de leitura sobre a nova obra do Augusto Quenard.
É um livro de poesia dos mais coesos. Pelo tema, que é constante em todos os versos, e pela organização, que foi bem pensada. A atmosfera é de uma colheita só.
Vim mostrar minhas notas de leitura sobre a nova obra do Augusto Quenard.
É um livro de poesia dos mais coesos. Pelo tema, que é constante em todos os versos, e pela organização, que foi bem pensada. A atmosfera é de uma colheita só.
Quando o Chupim era pequeno, parece que as dúvidas na Sexta Légua eram saber onde começava Santo Francisco e terminava São Virgílio, e aí, quando aparecia alguém de Santo Antônio ou de Nossa Senhora da Rocca, a discussão não terminava nunca mais: sinal de que as fronteiras já estavam borradas nos anos noventa do século XX.
A sugestão que me deram pra essa conversa é o tema da literatura e da regionalidade, a literatura na regionalidade. Então eu vim com a ideia de pensar, a princípio, sobre essa tendência da literatura brasileira conhecida como literatura regional. Vocês já ouviram falar nisso, certo?
Eu quero, em primeiro lugar, refletir sobre o porquê de o regional ser mal-visto.
Parece mentira, mas tinha dois lá, dois irmãos, que era o Comércio e a Indústria. O pai, diz que ele trabalhou no Clube da Indústria e do Comércio, o homem viu isso e pensou taí, vou botar prosperidade pra minhas crias.
“Cada pago com sua praga”, diz que dizia o Buiú, “mas tem praga que dá por tudo”.
Uma é a leitura, que descaminha neurônios, promove despencamento de pálpebras e aviltamento da vista.
Outra é a nostalgia, que cava chagas nos peitos mais capacitados, racha diques nos olhos mais brilhosos e estoura, tal qual taquaral que alguém foi lá tacar fogo pra espantar cruzeira.