Deixamos o engenhoso e mentecapto gaúcho tiritando pela Dioneia da Jaquirana à beira de um banhado, mas nos papéis recebidos de Sid, o verdadeiro autor desta história, consta que conta a lenda que Seu Guerino da Mulada partiu por serras e canhadas, planaltos e pampas em busca das mais palpáveis batalhas por liberdade contra imperiais e correntinos, ingleses e mouros, e que saiu da Mulada pilchado o mais que pôde com botas e esporas e lenços e couros, montado em seu matungo carroceiro chamado Brizola, pela pelagem do bicho, meio brizzolato — vale dizer “agrisalhado” (Seu Guerino, pelo mal de seus pecados, tinha lá uma ascendência italiana, no que ele não via problema já que se dizia herdeiro dum capitão mui leal a Garibaldi).
Categoria: Crônica
Saudações a Caxias
Caxias decidiu comemorar o aniversário depois de velha. Tadinha, trabalha demais. Comé que vai ter tempo de aproveitar a vida?
Caxias, a das três mil chuvas por ano.
O poderoso patrão
O homem saiu do banho e pensou que hoje podia botar aquele perfume. Não era qualquer dia, né, era o casamento da grande filha dele. Grande filha não, saiu estranho isso, era o grande casamento da filha dele, a única, depois de quatro guris. Ou ela era a do meio, algo assim.
Porto Alegre 2005
Tinha uma coisa, em 2005, que era impedir a aprovação da ALCA, Aliança de Livre Comércio das Américas. Uma bobagem típica dos ianques, que era outra coisa que existia, em 2005, a expressão “ianque”. No Fórum Social Mundial, se falava muito mal deles. Agora meio que todo mundo aceitou que eles são os “americanos”.
E tá tudo bem. Vinte anos depois, é a expressão da moda: “tá tudo bem”.
O vendedor de cavalo
Tinha um lá que era o vendedor de cavalo. Outro empreendedor de bairro.
Só vendia. Criar, quem criava era outro, lá pra fora. Lá pra fora onde? O Albino não dizia, não sabia.