O Marco se autointitula goleiro-linha. Um cara que tem uma meta fixa a ser guardada, mas que dá umas escapadas de vez em quando pra explorar o campo.
Este livro deixa isso evidente. É um livro que, na verdade, são pelo menos quatro.
O Marco se autointitula goleiro-linha. Um cara que tem uma meta fixa a ser guardada, mas que dá umas escapadas de vez em quando pra explorar o campo.
Este livro deixa isso evidente. É um livro que, na verdade, são pelo menos quatro.
“Polêmico”, disse uma colega professora, quando o Ronald passou por Caxias, tempos atrás. Deve ser porque ele é um filósofo. Ou porque comentou a falta que a crítica faz pra literatura. Ou então porque o Ronald escreve versos “experimentais”, ou mesmo experimentais sem aspas.
1. Rumo à Itália
Chamavam ele de Nanico — Pipetta, Polpetta, Pipoca… Mas sempre Nanico. Muito chique o rapaz: olhos de azeitona, nariz de rolha de espumante. Diz que era descendente do famoso Nanetto Pipetta, aquele que nasceu na Itália e veio buscar a Cocanha no Brasil. Só que a história do Nanico é ao contrário: nasceu no Brasil e foi pra Itália buscar a Cocanha.
Foi assim:
Existem dois personagens notáveis na serra gaúcha do século XIX. Um kaingang que, a partir dos onze anos, passou a viver entre brancos, e um alemão que, a partir dos onze anos, passou a viver entre indígenas.
Ó, Tupperware, que armazenastes tantas papinhas de bebês e marmitas de papais.
Ó, cara Tupperware, que fostes renda para as mulheres do bairro, em festas de divulgação daquele modo revolucionário de conservar o resto de comida, baseado na filosofia do é pecado jogar fora hoje, melhor deixar esquecido no fundo do congelador até a limpeza natalina, contexto liberador dos pecados culinários e permissivo a todos os desperdícios.