Segunda parte do Seu Guerino da Mulada

Deixamos o engenhoso e mentecapto gaúcho tiritando pela Dioneia da Jaquirana à beira de um banhado, mas nos papéis recebidos de Sid, o verdadeiro autor desta história, consta que conta a lenda que Seu Guerino da Mulada partiu por serras e canhadas, planaltos e pampas em busca das mais palpáveis batalhas por liberdade contra imperiais e correntinos, ingleses e mouros, e que saiu da Mulada pilchado o mais que pôde com botas e esporas e lenços e couros, montado em seu matungo carroceiro chamado Brizola, pela pelagem do bicho, meio brizzolato — vale dizer “agrisalhado” (Seu Guerino, pelo mal de seus pecados, tinha lá uma ascendência italiana, no que ele não via problema já que se dizia herdeiro dum capitão mui leal a Garibaldi).

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No Condomínio Aquário

Estou escrevendo sobre o livro do Augusto Quenard porque ele é meu amigo. Não sei se vale. Mas se eu já não fosse amigo do Augusto, depois de ler o Condomínio Aquário eu ia querer ser.

Que livro brincadeira. Sério. Parece um jogo daqueles que a gente escolhe o caminho dos personagens. Com a vantagem de que o autor já fez isso por nós. Então é só sentar e curtir a viagem. 

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Porto Alegre 2005

Tinha uma coisa, em 2005, que era impedir a aprovação da ALCA, Aliança de Livre Comércio das Américas. Uma bobagem típica dos ianques, que era outra coisa que existia, em 2005, a expressão “ianque”. No Fórum Social Mundial, se falava muito mal deles. Agora meio que todo mundo aceitou que eles são os “americanos”.

E tá tudo bem. Vinte anos depois, é a expressão da moda: “tá tudo bem”.

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