A nostalgia, dizer-vos-ei, é um barato. Há que cuidar, inclusive, porque vicia. Sob aquela capa de inteligência (“Vou ali no museu olhar uns mapas”), esconde-se toda uma dinâmica tão grave quanto beber graspa às duas da tarde no Kerwald.
Porto Alegre, tchau
Como numa música do Kleiton e Kledir, um turista pegava o ônibus na sexta de tarde e ia pra Porto Alegre. Se instalava no hotel Uruguai (duas estrelas apagadas), onde havia uma sacadinha no quarto e um interruptor que acionava a Rádio Farroupilha. Aí um turista fumava um cigarro, olhando a rua melequenta e os prédios descascados, só pra se sentir num conto urbano do Sergio Faraco.
Entrevista para o site Literatura RS
Você tem uma rotina para escrita? Você escreve diariamente?
Rotina não, mas escrevo todo dia, nem que sejam notas. Faço música também. Às vezes apenas gravo áudios.
Menos tropical ainda
É um texto corajoso, o ensaio do Gustavo Matte. Obra de um intelectual que não tem medo de correr riscos, um cara que tem compromisso com as ideias que brotam e se misturam na cabeça dele.
Como sair de um carro que caiu da ponte
Quando seu carro cair de uma ponte, no intervalo entre a percepção de que o automóvel está de fato se dirigindo para a água e, por fim, a queda nela, procure abrir os vidros das janelas, a fim de facilitar a fuga uma vez submersos o carro e os eventuais passageiros.